O tratamento do glioma é multidisciplinar — envolve neurocirurgia, oncologia, radioterapia e, cada vez mais, medicina molecular. O Dr. Sérgio Tadeu lidera a etapa cirúrgica e coordena o cuidado com a equipe multidisciplinar necessária para cada caso.
Cirurgia de Ressecção, O Primeiro e Mais Importante Passo
A cirurgia é a base do tratamento em praticamente todos os gliomas operáveis. O objetivo é remover o máximo possível do tumor — chamado de ressecção máxima segura — sem comprometer funções neurológicas críticas.
Estudos mostram de forma consistente: quanto maior a extensão da ressecção, melhor o prognóstico. Uma ressecção ampla reduz a massa tumoral, alivia a pressão intracraniana, melhora os sintomas e aumenta a eficácia dos tratamentos complementares que vêm a seguir.
Recursos utilizados pelo Dr. Sérgio Tadeu no planejamento e execução:
- Neuronavegação — sistema de GPS cirúrgico que mapeia o tumor em tempo real durante a operação
- Ultrassom intraoperatório — permite visualizar o tumor diretamente durante a cirurgia
- Cirurgia com paciente acordado (awake craniotomy) — em tumores próximos a áreas de linguagem ou motricidade, o paciente é mantido consciente e responsivo durante parte do procedimento, permitindo que o cirurgião teste as funções neurológicas em tempo real enquanto resseca o tumor
- 5-ALA (fluoresceína tumoral) — substância que faz as células tumorais “brilharem” sob luz específica, aumentando a precisão da ressecção
Radioterapia
Após a cirurgia, a radioterapia é indicada na maioria dos gliomas de alto grau. Foca a radiação no leito tumoral e na região ao redor, onde células infiltrativas podem ter permanecido. No glioblastoma, o protocolo padrão combina radioterapia com quimioterapia simultânea — o chamado protocolo de Stupp.
Quimioterapia
A temozolomida é o quimioterápico padrão no tratamento do glioblastoma, usada tanto de forma concomitante à radioterapia quanto na fase de manutenção. Pacientes cujo tumor apresenta metilação do promotor MGMT têm maior sensibilidade à temozolomida e melhor resposta ao tratamento.
Terapias-Alvo e Imunoterapia
A pesquisa em glioblastoma avança rapidamente. Terapias como bevacizumabe, campos elétricos tumorais (TTFields — dispositivo portátil que interfere na divisão das células tumorais) e ensaios clínicos com imunoterapia ampliam as opções disponíveis para casos recorrentes ou refratários. O Dr. Sérgio Tadeu orienta sobre as alternativas mais atuais disponíveis para cada perfil molecular.
Gliomas de Baixo Grau, Quando Operar e Quando Observar
Gliomas de grau II em pacientes jovens e assintomáticos podem, em alguns casos selecionados, ser acompanhados com ressonâncias periódicas antes de uma decisão cirúrgica. Mas a tendência atual da literatura é de intervenção precoce — especialmente quando a ressecção pode ser feita com baixo risco — porque o tratamento antes da progressão para alto grau oferece melhores resultados a longo prazo.